Homens com impotência sexual têm mais risco de cardiopatia

Homens com impotência sexual têm mais risco de cardiopatia

A impotência sexual não é apenas uma das grandes preocupações da população masculina. Ela também pode ser considerada um indicador de doenças do coração. Você sabia disso? Um recente estudo da conceituada Associação Norte-Americana de Cardiologia, a American Heart Association, revelou que homens com disfunção erétil têm, em média, duas vezes mais chances de sofrer de infarto do que aqueles que não apresentam esse tipo de problema.

Segundo explica o dr. Celso Gromatzky, urologista no Hospital Sírio-Libanês, a principal relação entre a impotência sexual e a doença cardiovascular está no fato de ambas compartilharem vários fatores de risco.

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São condições que podem causar impotência sexual e cardiopatias:

Diabetes
Obesidade
Hipertensão
Taxas elevadas de colesterol e triglicérides no sangue
Tabagismo
Sedentarismo
Estresse
Causas de impotência sexual

A Sociedade Brasileira de Urologia estima que aproximadamente 25 milhões de brasileiros tenham algum tipo de disfunção erétil, sendo os homens com mais de 40 anos de idade os mais afetados.

A partir dessa faixa etária, a estimativa é de que pelo menos um de cada dois homens no País tenha algum tipo de disfunção erétil.

Também podem causar impotência disfunção erétil:

Problemas vasculares
Problemas neurológicos
Medicamentos específicos, como alguns anti-hipertensivos, diuréticos e psicotrópicos
Problemas hormonais
Problemas psicológicos
Diante desses fatores, as artérias do corpo começam a ser entupidas sistematicamente por placas de gorduras. Ou seja, todas elas podem ser afetadas em graus variáveis, elevando a chance de surgimento da disfunção erétil e de doenças do coração.

Além de infarto do miocárdio, existem evidências científicas mostrando também que as pessoas com impotência sexual têm mais riscos de apresentar insuficiência cardíaca. Essa síndrome se caracteriza pela redução na capacidade de o coração bombear o sangue para o corpo. “Ao redor de 30% dos pacientes com insuficiência cardíaca não têm vida sexual ativa”, observa o dr. Gromatzky.

Quando procurar por ajuda médica?

Embora muitas pessoas não saibam, a impotência sexual é uma doença como qualquer outra e merece atenção médica sempre que se manifestar. Uma falha ocasional na performance sexual, no entanto, não se caracteriza como doença, explica o dr. Gromatzky. “Para caracterizar uma doença, é necessário que o problema de ereção seja recorrente e esteja causando sofrimento ao paciente ou a seu cônjuge”, comenta o médico.

No Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio-Libanês, o tratamento da disfunção erétil é planejado, após análise minuciosa feita pelo médico com base em história clínica, exames físicos e avaliações complementares em cada paciente. As principais formas de tratamento oferecidas pelo Núcleo são:

Medicamentos orais, entre eles os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (os mais utilizados para facilitar a ereção)
Terapia de reposição hormonal
Terapia intracavernosa (através de injeções no pênis)
Implante cirúrgico de prótese peniana
Tratamento cirúrgico, destacando-se o implante de próteses penianas infláveis
A orientação médica é essencial no tratamento contra a impotência sexual até mesmo em relação ao uso dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5, muitas vezes adquiridos sem receita. Esses medicamentos são totalmente contraindicados para pacientes em uso de outros remédios que contenham nitrato na fórmula, por exemplo. “O nitrato é um fármaco vasodilatador utilizado no tratamento da angina (dor no peito causada por obstruções nas coronárias), problema que pode estar presente em vários pacientes com disfunção erétil”, conta o dr. Gromatzky.

Quando tomados por pacientes que fazem uso de algum medicamento com nitrato, os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 podem causar queda na pressão arterial de maneira imprevisível, podendo até levar à morte

Por esse e outros motivos, a impotência sexual merece acompanhamento de médicos especialistas. No Hospital Sírio-Libanês, o cuidado de pacientes com disfunção erétil leva em conta todas suas necessidade e limitações clínicas.

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